15.11.09
Empresa Revela PS3 Slim De Ouro!
Square mostra últimos detalhes de Final Fantasy XIII antes do lançamento em dezembro.
4.9.09
Atari x Playstation 3
O mercado de jogos passa atualmente pelo seu maior momento na história, contando com opções para todos os gostos, de máquinas a jogos. Mas assim como para tudo nesse mundo, este movimento de gamers da era eletrônica teve origem em algum ponto na história, mais precisamente no fim da década de 1950, quando foram patenteadas as telas de tubos de raios catódicos.
Alguns anos depois, surgiram as primeiras demonstrações interativas de imagens. Posteriormente, por volta de 1972, é que apareceu a primeira geração de videogames, em uma época que seria chamada “era de ouro” dos jogos. Muitos de nós nem tiveram contato com ela, mas em 1977 surgiu o “caixote de jogos” que ficaria na lembrança de muitos: o Atari 2600.
Este vídeo game teve um início bem lento, vendendo abaixo do esperado e dando prejuízo para todas as companhias envolvidas, mas pouco tempo depois se tornou a única alternativa do ramo e viu um salto enorme na quantia de jogos disponíveis, com vendas que acompanharam de perto o crescimento. Aqui pelo Brasil, a popularidade veio na década de 1980 e permaneceu até que a companhia encerrou oficialmente o suporte para o produto.
Uma longa história até aqui
Depois dele tivemos muitos outros consoles, tais como o NES e o SNES (ambos da fabricante Nintendo, que se consagraria como um símbolo da indústria emergente), o Master System e o Mega Drive — vendido nos Estados Unidos como Genesis —, ambos fabricados pela SEGA e o Xbox, da Microsoft.
Com todo este percurso que durou mais de vinte anos, chegamos finalmente à sétima geração de consoles, com o lançamento do Nintendo Wii, do Xbox 360 e do terceiro PlayStation. E para colocarmos parte da evolução em perspectiva, além de resgatarmos boas lembranças, nada melhor que um duelo entre dois ícones, um recente e um antigo.
Pronto para ver as diferenças entre PlayStation 3 e Atari 2600? Então vamos lá!
Processamento de dados
Acostumado com o seu processador de 2,0GHz Dual-Core? Saiba que as coisas nem sempre foram tão rápidas. O processador de dados do Atari era um MOS Technology 6507, uma versão diminuta e mais barata de outro processador popular na época, o 6502. Contando com treze pinos para conexão com as memórias, ele rodava na velocidade de 1.19MHz e processava 8 bits por vez! Você não leu errado não, amigo...
Já o processador Cell (do PlayStation 3) roda a 3,2GHz, contendo uma unidade de processamento geral (chamada de PPE) e outras sete menores (ativas), chamadas de elementos sinérgicos de processamento. Apesar de realmente poderoso para tarefas sequenciais, ele impõe um desafio muito grande aos programadores que não estão acostumados com estruturas de programação que envolvem paralelismo dos dados.
Processamento gráfico
Atari 2600
No tempo deste colosso, um chipset gráfico dedicado não era nem mesmo imaginado. O resultado disso é que o processador deveria se encarregar de todas as tarefas que envolvessem imagens. Ao invés de polígonos e shaders, o programador tinha que se virar com o número máximo de cinco objetos simultâneos na tela, sendo dois destes variantes avançadas, com suporte para animação e os três restantes objetos simples, compostos por apenas um pixel.
Imagem retirada da Wikipedia.
Embora a este ponto a estrutura de programação do Atari pareça um inferno, tenha em mente que os desenvolvedores que realmente a conheciam eram capazes de fazer verdadeiros milagres. Não é a toa que tivemos games como PitFall e River Raid, em que objetos são duplicados várias vezes e personagens correm permeando florestas com criaturas letais!
PlayStation 3
Na outra ponta da nossa comparação, com o PS3, temos uma unidade de processamento gráfico desenvolvida pela nVidia, que muitos citam como equivalente a uma placa de vídeo GeForce 7800 GT. Aliado ao Cell, é no mínimo natural que o resultado seja o gráfico espetacular apresentado por games como God of War III (que ainda será lançado) ou ainda Gran Turismo 5: Prologue.
Memória: um problema de custo, não de espaço
Atari 2600
Se hoje nós entramos nas lojas e nos deparamos com pentes de mais de 1 GB de memória RAM por menos de R$ 100, na época em que o Atari foi lançado no mercado nem mesmo Mega Bytes eram concebíveis. Aliás, para RAM quantias acima de 1kB já eram caras. Desta forma, o console chegou até os consumidores com a assustadora quantia de 128 bytes de memória RAM.
Complementando todo esse espaço de memória dinâmica, foram inseridos também mais 4kB de memória ROM (memória que funciona apenas para leitura, não podendo ser modificada), mantendo o tamanho dos componentes dentro do esperado para que os custos de produção não fossem tão elevados.
PlayStation 3
Com os preços mais baixos para os componentes, hoje você pode comprar a oferta da Sony por cerca de US$ 300, recebendo 256MB de memória RAM dedicadas ao processamento gráfico e 256MB de memória RAM para uso geral. A quantia não é assustadora, mas se considerarmos o orçamento apertado no qual os consoles devem se enquadrar, podemos perceber porque ela ainda não é maior.
Saída de vídeo
Atari 2600
Atualmente, a maior parte dos equipamentos já vem de fábrica com suporte para os três formatos de cor (neste caso NTSC, PAL e PAL-M), mas até pouco tempo atrás a situação era bem diferente. E com o Atari, pior ainda! Existia uma versão do console específica para cada região, sendo que cada uma contava com números diferentes de cores na saída.
Imagem retirada da Wikipedia.
Para o nosso padrão, NTSC, estavam disponíveis 128 delas (quatro por linha, sem artimanhas na programação e no código) para um máximo de resolução de 160x192 pixels.
PlayStation 3
Desde o lançamento do vídeo game, a Sony fez questão de realçar que a máquina é capaz de muitas tarefas além dos jogos, tais como reprodução de filmes Blu-ray em resolução Full HD, isto é, 1920x1080 pixels. Se multiplicarmos os valores obtemos 2.073.600 pixels. Em comparação, o valor obtido com a resolução do Atari é de 30720, aproximadamente setenta vezes menor.
Saída de áudio
Se você quer o máximo de qualidade com áudio e muitas opções, o console da Sony é a escolha certa para você, afinal, ele conta com saída em oito canais de alta definição, além de conectores nos formatos: • Ótico. • Componente. • Composto. • HDMI.
Em contraste, o Atari (embora robusto neste quesito para a época) trazia suporte para dois canais de áudio sintetizado, cada um com seu próprio chip de processamento. O resultado pode ser bem eletrônico, mas era certamente definido, tanto que algumas das melodias inspiraram artistas e Djs modernos, que as utilizam em shows ou em composições modificadas para embalarem milhões de fãs ao redor do mundo.
Fita, cartucho ou Blu-ray?
O PS3 traz de fábrica um drive leitor de Blu-rays, que são utilizados como a mídia padrão para os jogos e filmes, oferecendo um total de 25 GB de espaço para armazenamento de dados em camadas simples ou 50 GB em dupla camada. Além disso, o jogador pode se conectar a internet e baixar jogos diretamente no disco rígido.
Espaço de sobra não? Já no tempo do Atari nem o CD existia ainda. O jeito era recorrer aos famosos cartuchos (que muitos jogadores chamam também de “fita”), que como já mencionamos contavam com apenas 4kB de memória ROM.
Entretanto, muitos games mais recentes superaram estas limitações do console, carregando em seus próprios circuitos quantias adicionais de memória de armazenamento ou de memória RAM. Alguns dos maiores exemplos são Asteroid, HomestarRunner e DragonStomper.
E pode ser difícil de acreditar, mas esta abordagem com componentes em conexão direta ganha do PlayStation 3 em um ponto: tempo que os jogos levam para carregar. Na época dos cartuchos, tudo era instantâneo!
Controles e botões
Parece regra para a maioria dos consoles atuais passar de quinze botões para os controles, mas houve uma época em que o necessário era apenas dois botões e um manche para controle de direções, similar aos encontrados das máquinas de fliperama. Muito mais simples e acessível, sem dúvidas! Veja a imagem abaixo:
Imagem retirada da Wikipedia.
O único problema com ele era na hora da adrenalina: o jogador, sem ter tempo para pensar durante aquela bela partida de Enduro, virava com força exagerada o manche para tentar evitar a colisão na tela. Entretanto, o pobre controle muitas vezes não agüentava a pressão e acabava quebrando ou deixando de funcionar adequadamente.
Relembrando alguns dos clássicos
Como o vídeo game da Sony é o terceiro da família PlayStation, é no mínimo natural que as principais franquias tenham raízes em outras gerações, a exemplo de Devil May Cry, Gran Turismo ou ainda Hot Shots Golf. Para conferir mais deles, veja o nosso artigo oficial ou consulte o Baixaki Jogos, a melhor fonte para informações a respeito do tema. E aos fãs de God of War: fiquem ligados, pois ano que vem Kratos estará de volta, com mais sangue e carnificina do que nunca!
E para matar as saudades do querido Atari, vamos assistir a alguns vídeos dos maiores clássicos, começando com River Raid, um jogo de avião que estava à frente de seu tempo, inserindo fatores como reabastecimento:
Para os fãs das corridas de Fórmula Indy ou Fórmula 1, nada como Enduro e suas corridas infinitas por gelo, noites...
Para finalizarmos, PitFall, um dos maiores clássicos da história dos jogos! Nele, o jogador tinha que atravessar a perigosa floresta, saltando barris, escorpiões venenosos, jacarés e lagos profundos. Confira:
Creditos:Baixaki
20.8.09
Ps3 Slim
- What’s New – O “Information Board” será substituído pela seção “What’s New” que permite que você interaja com o PlayStation News automaticamente quando ligar o seu console. Ele deve trazer os melhores jogos, vídeos, novidades e lançamentos, além de informações como games jogados recentemente.
- Status Indicator – Você poderá visualizar na parte superior direita da tela um ícone de usuário, com o seu número de amigos online e mensagens recebidas e não lidas. Ainda será possível pressionar o botão PS e visualizar o medidor de bateria, que não estará mais cobrindo o relógio.
- Trophies – Este novo update vai permitir que os desenvolvedores de jogos modifiquem a forma como seus troféus são exibidos. Além de uma lista principal, existirão listas secundárias para que você compartilhe, exiba e organize sua estante de troféus.
- Home
- Minis
- Lançamentos
- Digital Reader
- Uncharted 2: Among Thieves
- God of War 3
- Heavy Rain
- Gran Turismo 5
- Little Big Planet
27.7.09
Mais Videos Do Marvel Ultimate Alliance II
4.6.09
Confira o primeiro trailer de PES 2010
Confira o primeiro trailer de Pro Evolution Soccer 2010
O argentino Lionel Messi mais uma vez é o centro das atenções
A Konami mostrou o primeiro trailer de Pro Evolution Soccer 2010, novo jogo da popular série de futebol. O argentino Lionel Messi mais uma vez é o centro das atenções. Confira:
A Konami promete alterações no engine - uma das maiores reclamações de entusiastas do gênero nos últimos anos sobre PES - aprimoramentos na inteligência artificial (com defesas por zona intuitivas, melhorias nos goleiros, juízes mais equilibrados e individualidade em jogadores conhecidos), animações redesenhadas, alterações no humor das torcidas e comentários de narradores, novo sistema de pênaltis e melhor módulo online.
PES 2010 será lançado para Xbox 360, Playstation 3, Playstation 2, PSP e PCs
15.4.09
2009 já está morto para o mundo dos videogames?
- The Witcher: Rise of the White Wolf
- Dead Space Extraction
- Splatterhouse
- Need for Speed: Shift
- Formula One 2009
- Tekken 6
- Brutal Legend
- Rock Band Beatles
- Dragon Age: Origins
- Mafia II
- BioShock 2
- Uncharted 2: Among Thieves
- Hei$t
- Dirt 2
- Marvel: Ultimate Alliance 2
- Halo 3: ODST
- This Is Vegas
- Saint Seiya Online
- Champions Online
- Tom Clancy's Splinter Cell: Conviction
- Fight Night Round 4
- Batman: Arkham Asylum
- Ghostbusters The Video Game
- Guitar Hero: Smash Hits
- Prototype
- Indiana Jones and the Staff of Kings
- Call of Juarez: Bound in Blood
- The Sims 3
- Forza Motorsport 3
- Patapon 2
- X-Men Origins: Wolverine
- Mas e você, o que acha de tudo isso?
Vender a galinha dos ovos de ouro ou lançar novo MK?
- Não obstante, que venha Mortal Kombat 9!
14.4.09
Pes 2010 Sera???
- Ano novo, jogo novo
- Grama verdinha
- Com o apoio da torcida
- Visão de jogo
- O dono da bola
- Na marca da cal
27.11.08
Guitar Hero e Rock Band fazem pela música o que as rádios faziam no passado
Game do Aerosmith rendeu mais à banda que qualquer single em sua história
Um excelente artigo na seção Freakonomics do New York Times discutiu a relação entre música e videogames - e como os jogos eletrônicos estão mudando o negócio da música, um dos mais tradicionais ramos do entretenimento.
Com games como Guitar Hero e Rock Band, bandas cujas vendas minguavam a cada lançamento passaram a observar crescimento nas lojas. O The Who, por exemplo, na semana em que colocou um "best of" de doze faixas em Rock Band, viu suas vendas de CDs saltarem 160% nas prateleiras. De qualquer maneira, os números são inexpressivos se considerarmos o volume de vendas das faixas para download no jogo: 715 mil.
O artigo lembra ainda que em 1982, Clive Davis, presidente da Arista Records, escreveu um editorial na Billboard falando sobre videogames - mídia emergente que, analistas já apontavam, tiraria espaço da música. O título: "Você não pode cantarolar um videogame". No texto, ele apontava como, apesar de serem uma mídia popular, os games jamais superariam a música. Note a ironia... Davis é também o cara que descobriu o Aerosmith. Vinte e seis anos depois a banda fez mais dinheiro com o jogo Guitar Hero Aerosmith do que com qualquer um dos singles dos 14 álbuns de sua discografia.
É por conta de fatos como esses que já se fala na indústria que "Games são a nova Rádio".
26.11.08
Criador de God of War se empolga com o novo jogo da série
David Jaffe também derrama elogios para Gears of War 2
David Jaffe, criador de God of War, não está trabalhando no aguardadíssimo quarto capítulo da série (depois de God of War, God of War II e God of War: Chains of Olympus). Mas ele esteve no começo da semana, em Santa Monica, Califórnia, nos escritórios da Sony Online Entertainment para ver o novo jogo. E pirou.
Em seu blog, Jaffe escreveu sobre a experiência:
Eu achava que Gears of War 2 era o game mais lindo dos consoles de nova geração - e esse jogo é, e provavelmente ficará sendo, meu preferido do ano. A não ser que Prince of Persia seja realmente arrebatador. Gears é o bicho... mas minos e minas, ESPEREM, ESPEREM SÓ, para ver os gráficos do cacete de God of War 3... esperem. Ah, e antes que os Xbots comecem a me perturbar, lembrem-se de duas coisas":
#1- Eu acabo de dizer que GEARS 2 é o MELHOR game do ano em jogabilidade e gráficos. Muito melhor que qualquer um do PS3 - e olha que o PS3 tem uns games ótimos.
#2- VÁ PRO INFERNO! Eu não sou um fanboy, mas God of War III é um game como você nunca viu antes. Vocês vão ver que não estou brincando quando as imagens começarem a aparecer. É uma pintura trazida à vida. É BOM ASSIM.
O lançamento do game só deve acontecer no fim de 2009. Até aqui, existe apenas um teaser trailer...
24.11.08
Conheça os três games mais vendidos do ano nos Estados Unidos
Nintendo consegue emplacar e o primeiro e o segundo lugar
Faltando pouco mais de um mês para o fim do ano, parece pouco provável que novos lançamentos consigam superar as vendas dos três games mais vendidos do ano nos Estados Unidos. Assim, vamos a eles.
Na primeira posição, com 3,5 milhões de unidades comercializadas está o game de luta Super Smash Bros. Brawl para Nintendo Wii. O jogo que traz batalhas incomuns entre os mais populares personages de franquias da Nintendo, como Mario, Pokémon, Metroid e Zelda; é seguido de perto por outro jogo da Nintendo, Mario Kart Wii, game de corrida do universo de Mario Bros que vendeu 3,4 milhões.
Na terceira posição, com 3,2 milhões de unidades vendidas, está Grand Theft Auto IV, o único do TOP 3 a ter mais de uma plataforma (Xbox 360 e Playstation 3).
Uma lista completa deve ser divulgada no final do ano, com todos os maiores vendedores de 2008 da indústria dos games.
19.11.08
DC VS MORTAL KOMBAT
14.11.08
8.8.08
Grand Theft Auto IV
Descubra agora se o game merece todas as notas 10 que recebeu por aí
28/05/2008Paulo Garcia
Há um mês, no dia 29 de abril, Grand Theft Auto IV foi lançado para PS3 e Xbox 360. No mesmo dia, todos os sites especializados em games do mundo começaram uma enxurrada de notas 10 para o game. Em vez de uma simples resenha do jogo, vale mais a pena responder à pergunta: todos esses “10” são merecidos, ou é tudo um hype em cima de uma série polêmica?
Primeiro, vamos situar os leitores que voltaram de Saturno ontem, começando pelo cenário do jogo. Liberty City nunca se pareceu tanto com uma cidade real como em GTA IV. É impressionante a quantidade de detalhes, seja nas construções, nas pessoas ou nas situações que acontecem ao seu redor. Sair para “dar um rolê” em Liberty City e ver como a cidade se comporta é um programa de antropologia. Nas ruas, as pessoas conversam, brigam, compram coisas, correm, sacam dinheiro em caixas eletrônicos, tudo como em uma cidade real. Mais especificamente a metrópole conhecida como Nova York (Liberty, Liberdade, Estátua da Liberdade, pegou?). Sempre tem gente nas ruas, policiais, bombeiros, ambulâncias, táxis, muitos carros e motos. A caracterização das vizinhanças também é muito detalhada. Em bairros mais pobres, o asfalto é ruim e remendado, os muros são pichadas e sujos. Já nos bairros ricos, as ruas são limpas, há um mais policiais e o caminhão do lixo passa com maior frequência. Perto do aeroporto, você começa a ver os aviões pousando e levantando vôo. São várias lojas de roupas, armas e diversos restaurantes, além de barraquinhas de cachorro quente espalhadas pelas ruas. E agora você tem diversas opções de lazer: jogar dardos, sinuca, boliche, ir a shows de comédia Stand Up, casas de strip-tease, comer fora. A vida social de Liberty City é bastante agitada. A cidade, sim, merece uma nota 10.
Mas a cidade não é nada sem seus personagens. E o protagonista de GTA é você, na pele de Niko Bellic, um ex-soldado do leste europeu, imigrante ilegal recém-chegado em um cargueiro no porto de Liberty City. A iniciação com as maravilhosas oportunidades que só a Terra da Liberdade oferecem é seu primo Roman. É ele quem vai te ajudar a fazer os primeiros contatos na nova cidade - incluindo aí sua primeira, digamos, "namorada". Seu nome é Michelle, e ela é amiga da namorada de Roman. Além de trabalhar para esses contatos todos, inclusive para seu primo Roman, você tem que dar atenção para as “namoradas” e amigos, saindo com eles para ver shows, comer, beber, jogar boliche, sinuca, dardos, enfim, se divertir. O respeito e consideração por Niko crescem não só quando ele faz as missões do jogo, mas também quando sai para se divertir com os amigos. E sabendo que na balada você pode encontrar figuras como o traficante jamaicano que atende pela alcunha de Little Jacob e um playboy marombado chamado Brucie, vale a pena sair para se divertir e desencanar um pouco das missões às vezes. Os personagens, também, merecem nota 10.
E você pode conhecer mulheres pela Web. É só ir até o TW@ Internet Cafe e usar a rede social de encontros, trocar e-mails e até navegar pela Internet do jogo. Um ponto novo na série é a quantidade de meios de comunicação disponíveis em Liberty City. Além das rádios nos carros, agora você pode navegar na Rede, receber SMSs e ligações em seu celular e assistir TV. Tudo, claro, com o humor peculiar de GTA. Na TV, por exemplo, você pode assistir à série “America’s Next Top Hooker”, além de infomerciais de diversos produtos e documentários sobre a cidade. Do seu celular, você pode receber ligações e SMSs com missões, convites para sair com os amigos ou encontros com suas namoradas, além de também poder ligar para a galera convidando para uma balada. Pode ainda, ligar para a Polícia, para os bombeiros ou para o hospital, pedindo para mandarem uma viatura onde você está. É só pegar seu celular e discar 911! A interface com o jogo é nota 10.
Para se locomover entre todos esses lugares onde ficam seus contatos, não faltam opções de carros e motos, cada um com sua física própria para dirigir. Como já é clássico na série, você pode se aventurar atrás dos volantes de táxis, carros de polícia, caminhões de bombeiro e ambulâncias, cada um com missões específicas. O mapa da cidade, que funciona como seu guia no jogo, agora tem funções de GPS, indicando os caminhos para os lugares que você selecionar. E, se quiser, também dá para ativar a navegação por voz, que fala quanto andar e onde virar. Muito útil numa cidade desse tamanho. E não é só isso. Além de dirigir os veículos que você “adquire” no jogo, e o metrô, já presentes em versões anteriores, agora você pode ligar para seu primo, que é dono de uma empresa de táxis, e pedir uma viatura para te levar aonde quiser. Ou, simplesmente, quando aparecer um táxi na rua, esticar o braço e pedir para o motorista te levar. Como bom taxista que se preze, ele vai puxar papo com você no caminho. Ah e mesmo num jogo que não preza pela civilidade, se sair para beber com os amigos, voltar bêbado para casa pode ser um desafio enorme e um táxi talvez seja uma pedida consciente. No ponto forte de GTA, que é dirigir vários tipos de veículos por aí, claro, a nota é 10.
Mas o que faz esse jogo diferente de seus predecessores é uma história muito bem feita. Você presta atenção na vida de Niko Bellic muito mais que em qualquer outro GTA. Quando Niko chega aos Estados Unidos, a terra das oportunidades, e descobre que seu primo mora em apartamento nojento no subúrbio, deve dinheiro para agiotas mafiosos e tem uma empresa de táxis, descobre na pele que o sonho nada tem a ver com a realidade. O jeito, então, é usar suas habilidades de ex-soldado no front de Liberty City, que vive em eternas batalhas entre polícia, gangues, mafiosos e todo tipo de mau elemento. Ao contrário de todos os outros GTAs, Niko Bellic tem uma identidade, tem personalidade e a história dele te prende no jogo. A história é nota 10.
As missões do game também são bem variadas. Desde ser o piloto de fuga de algum fora da lei até explodir prédios, passando por roubos de carro, matar desafetos, pilotar lanchas e helicópteros. O novo sistema de cobertura e mira ajuda bastante em algumas missões. Você se esconde atrás de paredes, carros, e a mira mostra a energia de seu imigo, o que facilita muito na hora de saber quanto atirar em cada um. Os minigames, como sinuca, dardos e boliche, não são nenhuma obra-prima, mas servem para matar o tempo. Em Liberty City, você só fica sem ter o que fazer se quiser. E mesmo se esse for o caso, o simples fato de sair andando pela cidade já é uma baita diversão. Diversão nota 10!
Sempre polêmico, o jogo é classificado para maiores de 17 anos. E não é à toa. Os personagens usam muitas palavras de baixo calão, fumam, bebem, fazem sexo (não explícito, mas ouve-se bem) e são extremamente violentos. E não adianta ficar pensando que pelo menos os palavrões estão em inglês e a molecada não vai entender. Uma hora eu bati em um outro carro na rua e ouvi do motorista um sonoro “filha da p*t@!”, em português mesmo. Pelo jeito, além de hispânicos, Liberty City também tem a sua colônia de imigrantes brasileiros. A polêmica e, por que não, o humor, também são nota 10.
Para não dizer que tudo é perfeito, o jogo ainda apresenta alguns problemas técnicos no PS3. Os mais irritantes são travamentos, que levam a vários segundos de tela congelada, que depois volta ao normal, como se nada tivesse acontecido. Nas tentativas de jogar online, também tive muito lag, mas isso não sei se é do jogo ou da Internet brasileira, que é mais capenga do que a casa do Roman. A primeira vez que você roda o jogo no PS3, ele instala parte do game no HD, o que leva uns bons 10 minutos e é até bom, porque ele é bem pesado. Além disso, ser popular e ter vários amigos na trama pode acabar saindo pela culatra. Assim como os amigos de verdade, manter todos felizes demanda trabalho e tempo que você poderia gastar de outra forma.
Então, respondendo à pergunta do começo do texto, sim, os 10 são merecidos, mesmo com todo hype em torno do jogo. Para quem tem um PS3 ou um Xbox 360, GTA IV é "O" game. Grand Theft Auto IV
Descubra agora se o game merece todas as notas 10 que recebeu por aí
28/05/2008Paulo Garcia
Há um mês, no dia 29 de abril, Grand Theft Auto IV foi lançado para PS3 e Xbox 360. No mesmo dia, todos os sites especializados em games do mundo começaram uma enxurrada de notas 10 para o game. Em vez de uma simples resenha do jogo, vale mais a pena responder à pergunta: todos esses “10” são merecidos, ou é tudo um hype em cima de uma série polêmica?
Primeiro, vamos situar os leitores que voltaram de Saturno ontem, começando pelo cenário do jogo. Liberty City nunca se pareceu tanto com uma cidade real como em GTA IV. É impressionante a quantidade de detalhes, seja nas construções, nas pessoas ou nas situações que acontecem ao seu redor. Sair para “dar um rolê” em Liberty City e ver como a cidade se comporta é um programa de antropologia. Nas ruas, as pessoas conversam, brigam, compram coisas, correm, sacam dinheiro em caixas eletrônicos, tudo como em uma cidade real. Mais especificamente a metrópole conhecida como Nova York (Liberty, Liberdade, Estátua da Liberdade, pegou?). Sempre tem gente nas ruas, policiais, bombeiros, ambulâncias, táxis, muitos carros e motos. A caracterização das vizinhanças também é muito detalhada. Em bairros mais pobres, o asfalto é ruim e remendado, os muros são pichadas e sujos. Já nos bairros ricos, as ruas são limpas, há um mais policiais e o caminhão do lixo passa com maior frequência. Perto do aeroporto, você começa a ver os aviões pousando e levantando vôo. São várias lojas de roupas, armas e diversos restaurantes, além de barraquinhas de cachorro quente espalhadas pelas ruas. E agora você tem diversas opções de lazer: jogar dardos, sinuca, boliche, ir a shows de comédia Stand Up, casas de strip-tease, comer fora. A vida social de Liberty City é bastante agitada. A cidade, sim, merece uma nota 10.
Mas a cidade não é nada sem seus personagens. E o protagonista de GTA é você, na pele de Niko Bellic, um ex-soldado do leste europeu, imigrante ilegal recém-chegado em um cargueiro no porto de Liberty City. A iniciação com as maravilhosas oportunidades que só a Terra da Liberdade oferecem é seu primo Roman. É ele quem vai te ajudar a fazer os primeiros contatos na nova cidade - incluindo aí sua primeira, digamos, "namorada". Seu nome é Michelle, e ela é amiga da namorada de Roman. Além de trabalhar para esses contatos todos, inclusive para seu primo Roman, você tem que dar atenção para as “namoradas” e amigos, saindo com eles para ver shows, comer, beber, jogar boliche, sinuca, dardos, enfim, se divertir. O respeito e consideração por Niko crescem não só quando ele faz as missões do jogo, mas também quando sai para se divertir com os amigos. E sabendo que na balada você pode encontrar figuras como o traficante jamaicano que atende pela alcunha de Little Jacob e um playboy marombado chamado Brucie, vale a pena sair para se divertir e desencanar um pouco das missões às vezes. Os personagens, também, merecem nota 10.
E você pode conhecer mulheres pela Web. É só ir até o TW@ Internet Cafe e usar a rede social de encontros, trocar e-mails e até navegar pela Internet do jogo. Um ponto novo na série é a quantidade de meios de comunicação disponíveis em Liberty City. Além das rádios nos carros, agora você pode navegar na Rede, receber SMSs e ligações em seu celular e assistir TV. Tudo, claro, com o humor peculiar de GTA. Na TV, por exemplo, você pode assistir à série “America’s Next Top Hooker”, além de infomerciais de diversos produtos e documentários sobre a cidade. Do seu celular, você pode receber ligações e SMSs com missões, convites para sair com os amigos ou encontros com suas namoradas, além de também poder ligar para a galera convidando para uma balada. Pode ainda, ligar para a Polícia, para os bombeiros ou para o hospital, pedindo para mandarem uma viatura onde você está. É só pegar seu celular e discar 911! A interface com o jogo é nota 10.
Para se locomover entre todos esses lugares onde ficam seus contatos, não faltam opções de carros e motos, cada um com sua física própria para dirigir. Como já é clássico na série, você pode se aventurar atrás dos volantes de táxis, carros de polícia, caminhões de bombeiro e ambulâncias, cada um com missões específicas. O mapa da cidade, que funciona como seu guia no jogo, agora tem funções de GPS, indicando os caminhos para os lugares que você selecionar. E, se quiser, também dá para ativar a navegação por voz, que fala quanto andar e onde virar. Muito útil numa cidade desse tamanho. E não é só isso. Além de dirigir os veículos que você “adquire” no jogo, e o metrô, já presentes em versões anteriores, agora você pode ligar para seu primo, que é dono de uma empresa de táxis, e pedir uma viatura para te levar aonde quiser. Ou, simplesmente, quando aparecer um táxi na rua, esticar o braço e pedir para o motorista te levar. Como bom taxista que se preze, ele vai puxar papo com você no caminho. Ah e mesmo num jogo que não preza pela civilidade, se sair para beber com os amigos, voltar bêbado para casa pode ser um desafio enorme e um táxi talvez seja uma pedida consciente. No ponto forte de GTA, que é dirigir vários tipos de veículos por aí, claro, a nota é 10.
Mas o que faz esse jogo diferente de seus predecessores é uma história muito bem feita. Você presta atenção na vida de Niko Bellic muito mais que em qualquer outro GTA. Quando Niko chega aos Estados Unidos, a terra das oportunidades, e descobre que seu primo mora em apartamento nojento no subúrbio, deve dinheiro para agiotas mafiosos e tem uma empresa de táxis, descobre na pele que o sonho nada tem a ver com a realidade. O jeito, então, é usar suas habilidades de ex-soldado no front de Liberty City, que vive em eternas batalhas entre polícia, gangues, mafiosos e todo tipo de mau elemento. Ao contrário de todos os outros GTAs, Niko Bellic tem uma identidade, tem personalidade e a história dele te prende no jogo. A história é nota 10.
As missões do game também são bem variadas. Desde ser o piloto de fuga de algum fora da lei até explodir prédios, passando por roubos de carro, matar desafetos, pilotar lanchas e helicópteros. O novo sistema de cobertura e mira ajuda bastante em algumas missões. Você se esconde atrás de paredes, carros, e a mira mostra a energia de seu imigo, o que facilita muito na hora de saber quanto atirar em cada um. Os minigames, como sinuca, dardos e boliche, não são nenhuma obra-prima, mas servem para matar o tempo. Em Liberty City, você só fica sem ter o que fazer se quiser. E mesmo se esse for o caso, o simples fato de sair andando pela cidade já é uma baita diversão. Diversão nota 10!
Sempre polêmico, o jogo é classificado para maiores de 17 anos. E não é à toa. Os personagens usam muitas palavras de baixo calão, fumam, bebem, fazem sexo (não explícito, mas ouve-se bem) e são extremamente violentos. E não adianta ficar pensando que pelo menos os palavrões estão em inglês e a molecada não vai entender. Uma hora eu bati em um outro carro na rua e ouvi do motorista um sonoro “filha da p*t@!”, em português mesmo. Pelo jeito, além de hispânicos, Liberty City também tem a sua colônia de imigrantes brasileiros. A polêmica e, por que não, o humor, também são nota 10.
Para não dizer que tudo é perfeito, o jogo ainda apresenta alguns problemas técnicos no PS3. Os mais irritantes são travamentos, que levam a vários segundos de tela congelada, que depois volta ao normal, como se nada tivesse acontecido. Nas tentativas de jogar online, também tive muito lag, mas isso não sei se é do jogo ou da Internet brasileira, que é mais capenga do que a casa do Roman. A primeira vez que você roda o jogo no PS3, ele instala parte do game no HD, o que leva uns bons 10 minutos e é até bom, porque ele é bem pesado. Além disso, ser popular e ter vários amigos na trama pode acabar saindo pela culatra. Assim como os amigos de verdade, manter todos felizes demanda trabalho e tempo que você poderia gastar de outra forma.
Então, respondendo à pergunta do começo do texto, sim, os 10 são merecidos, mesmo com todo hype em torno do jogo. Para quem tem um PS3 ou um Xbox 360, GTA IV é "O" game.